Os estereótipos de brasileiros descendentes de japoneses

“Você foi bem na prova porque é japonês.”

Essa é uma entre vários exemplos de frases que são ouvidas por descendentes de japoneses no Brasil. A denominação “japonês” sobre os brasileiros descendentes de japoneses carrega uma série de expectativas e estereótipos, e estes afetam a maneira como somos vistos pelos outros e também como nos vemos.

Mesmo estereótipos que parecem “positivos”, como dizer que descendentes de japoneses são inteligentes, pessoas exemplares ou que meninas japonesas são meigas, por exemplo, podem causar sofrimento à medida que ignoram a individualidade de cada pessoa.

Por vezes, pode parecer que as únicas opções possíveis são se encaixar nos estereótipos e atender a estas expectativas, ou não se encaixar e ser um “japonês fajuto”.

Conquistas são atribuídas à descendência e qualquer outro resultado diferente pode causar uma sensação de falha, ou de que há algo errado.

Por ser algo naturalizado e ouvido frequentemente em brincadeiras e “piadas inofensivas”, quando há um incômodo ou sofrimento ligado a esses estereótipos, é difícil perceber a legitimidade desse sentimento ou entender de onde o estranhamento vem.

Em meio às expectativas e pressões de “ser japonês”, pode ser difícil encontrar o equilíbrio entre reconhecer a influência da herança cultural na constituição da identidade e compreender que ter uma descendência não determina quem somos como indivíduos.

Assim, olhar para a própria experiência e perceber a maneira que essas expectativas e crenças estão presentes na nossa vida são coisas com as quais a psicoterapia pode ajudar, além de ser também um movimento importante para cuidar de si!

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