Síndrome de Burnout

“Estava voltando para casa e de repente, por um momento, eu travei! Por um momento não sabia de onde vinha, para onde ia, nem mesmo o que estava fazendo ali!”

Esse depoimento assustador é de uma pessoa que descobriu estar padecendo da Síndrome de Burnout, uma condição que afeta cada vez mais a população mundial, principalmente nos países mais desenvolvidos.

A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico causado pela exaustão extrema, sempre relacionada ao trabalho de um indivíduo. Essa condição também é chamada de “síndrome do esgotamento profissional”  e está ligada ao excesso de trabalho, de atribuições e a pressão no ambiente laboral.

Os sintomas são múltiplos e diversos, e não é uma síndrome de fácil diagnóstico, levando muitas vezes meses para ser devidamente diagnosticada e tratada. Antes disso, frequentemente, o indivíduo já trilhou um longo caminho de médicos com as mais diversas especialidades: gastroenterologista, neurologista, dermatologista e por aí vai, tratando cada coisa em separado, mas sem descobrir a causa original dos sintomas.

Mas por que ela acontece?

Se pensarmos no nosso corpo como uma máquina, podemos entender que todo e qualquer excesso contínuo de algo o leva a um desgaste natural e progressivo, ou seja, assim como uma máquina, nosso corpo precisa de pausas, limites e cuidados. Por outro lado, temos uma sociedade onde culturalmente se valoriza o excesso de atividades e tempo livre é coisa de “preguiçoso”, sendo o trabalho e a produtividade razão de orgulho.

Quanto mais se trabalha, mais se é valorizado; quanto menos se tem tempo, mais se tem sucesso; quando que para nossa saúde, a regra é justamente o contrário, ou seja, o tempo livre é extremamente necessário para a recuperação e descanso de nosso corpo e mente, bem como é quando se manifestam processos mentais muito importantes como a criatividade, por exemplo.

Mas o que acontece quando há uma sobrecarga de trabalho com horários excessivamente longos, às vezes com privação do sono e pressão para um rendimento cada vez maior?

O corpo e a mente pedem socorro através dos sintomas, ocorrendo uma quebra no equilíbrio, podendo desenvolver-se então a Síndrome de Burnout.

Os sintomas podem ser tanto mentais quanto físicos e envolvem, dentre outros, ansiedade, depressão, crises de choro, “apagões” momentâneos, dores de cabeça, problemas digestivos, problemas de pele (muito comuns), queda de cabelo, agravamento de doenças preexistentes, queda da imunidade, e até mesmo aumento de acidentes de trabalho por falta de concentração, esquecimentos e outras situações que muitas vezes não aparentam ter relação com excesso de trabalho.

Por isso, é necessário observar-nos e buscar o autoconhecimento sempre. A partir desse ponto, podemos perceber quais são nossos limites, aprender a dizer não quando esses limites são ultrapassados, reconhecer e saber lidar com as pressões no trabalho de forma a não nos sobrecarregarmos, e, quando aparecerem sintomas que demonstram que algo não está bem, parar e refletir sobre os mesmos como sendo uma mensagem do corpo a que devemos entender.

Caso o Burnout já esteja instalado, em geral se recomenda o afastamento temporário do trabalho, bem como o tratamento medicamentoso para os diversos sintomas e a psicoterapia.

Por fim, por mais importante papel que o trabalho cumpra nas nossas vidas, não podemos esquecer que nosso primeiro compromisso é com a nossa saúde e bem-estar.

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