5 Anos Após o Início da Pandemia

Se sentar, respirar fundo e contemplar a fase que se encerrou há pouco, como quem observa uma paisagem peculiar. Completando cinco anos desde o início da pandemia, é um momento propício para avaliar seu impacto em nós mesmos, em nossos contextos e mundo.

Imagine-se sentado diante de uma tela holográfica, assistindo aos últimos cinco anos da sua vida. Rebobine quantas vezes for preciso, revivendo aqueles trechos específicos que só você sabe quais são. Momentos de dor, de amor, de coragem, medo… tantas histórias entrelaçadas no tempo, vividas por uma única perspectiva, sob a autoria de uma única pessoa: você.

Lembre dos detalhes daquela época como seus trejeitos, seus gostos. Como era sua mente no começo de 2020? Sua percepção de si mesmo, seus valores, aquilo que você não imaginava ser capaz de enfrentar, mas que agora sabe que aguenta.

Benditos sejam esses anos, de vida ou de sobrevivência. Anos de aprendizado sobre prioridades, sobre morte e renascimento. Relembro as escolhas que fiz e as que deixei de fazer, as furadas em que me meti que mudaram meu caminho. Aos poucos, ligo os pontos e observo o desenrolar da jornada até me tornar quem sou hoje.

O quanto mudamos no gerenciamento do próprio tempo, na administração dos sentimentos, na comunicação com os outros seres. Como evoluímos em formas criativas de fugir de algumas coisas, em oscilar entre a culpa e o perdão.

No esforço de não mandar mal, de não dar mole e repetir os mesmos erros. A lista pode ser infinita.
Impactados de muitas formas, permeados pelos interesses e desinteresses do vício em dopamina que grita, marcados, seguimos.

Salve todo o esforço dentro de cada um de nós, entendendo que cada um carrega sua bagagem em sua própria tela holográfica.

Gambatte para a segunda metade desta década, ela já começou. (gambatte-expressão japonesa para incentivar o esforço)

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