Inicialmente, desde o nascimento controlamos nosso corpo no mundo – Aprendendo a engatinhar, andar, etc. – para depois controlarmos nossas emoções como a raiva e euforia, ainda como crianças.
Muitas vezes na infância e adolescência, vemos um descontrole emocional, e um grande aprendizado é exatamente fazer a regulações das nossas emoções quando perdemos o CONTROLE.
Com o passar do tempo, vemos adultos tentando ter um CONTROLE excessivo: de si mesmo, dos outros, do mundo e situações. Por exemplo: CONTROLES financeiros, sociais, de lazer, profissionais de todos à sua volta: pais, irmãos, filhos(as), parceiros(as) e até de amigos.
Alguns casos que chegam para Terapia de Casal, têm essa demanda: vêm com a intenção de que o terapeuta concorde e reforce esse CONTROLE sobre o parceiro(a). Mas o papel do terapeuta de casal, não é, de maneira alguma fazer alianças com um ou outro cônjuge. E sim, identificar e refletir sobre o quê trará funcionalidade para esse relacionamento.
Sendo assim, podemos refletir e desdobrar para várias situações da vida:
– O quanto você ficou descontrolado quando o outro não fez o que você queria e do jeito que você queria?
– Será que realmente precisamos ter CONTROLE sobre as atitudes do outro? E sobre as situações que acontecem no nosso dia-a-dia?
– A sensação de falta de CONTROLE o(a) desestabilizou?
– O NÃO-CONTROLE significa DESCONTROLE?
– A identificação do NÃO-CONTROLE e entendimento sobre o tema, gera alívio?
– Existe realmente um CONTROLE ou uma falsa sensação de CONTROLE das nossas vidas?
Você já pensou sobre isso?


Me identifico como pessoa controladora, estou buscando ajuda pois é uma forma de viver que desgasta demais a pessoa e tudo em seu entorno, tornando o convívio insustentável.