O término do ano é um período propício para reflexões em vários aspectos, como o término de ciclos, realizações de objetivos e a lembrança de atividades que não conseguimos cumprir como gostaríamos, e com as reflexões e o “término de um capítulo”, logo se inicia outro.
Em janeiro, é comum vermos sobre listas de objetivos (propósitos amplos), metas e planos, como iniciar a prática de exercícios físicos, estudos e até quem sabe um hobby novo com o sentimento de que “dessa vez será diferente”.
Nas redes sociais podemos receber uma avalanche de informações e ideias de como podemos atingir nossa nova versão, essas sugestões podem acabar nos distanciando de quais poderiam ser metas realistas considerando a individualidade de nossa história de vida, habilidades e possibilidades no momento.
Podemos estabelecer muitos objetivos e atingir poucos, seja pela mudança de planos durante o caminho ou por não conseguirmos equilibrar as atividades, destrinchar as metas e visualizar quais passos seriam viáveis para realizá-las.
Quando estabelecemos uma meta e não a atingimos, naturalmente nos frustramos. Podemos visualizar as metas como pequenos degraus que nos aproximam do nosso objetivo principal. Objetivos distantes sem metas estabelecidas aumentam a tendência de procrastinarmos, nos estressarmos, não aderirmos à mudança ou os abandonarmos.
Por exemplo, um objetivo pode ser mudar-se para outro país. Antes da mudança, vários elementos devem ser pontuados e analisados, como a questão da cultura do local, burocracias, orçamento, oportunidades, o cenário da sua vida atualmente…
Partindo dessa análise, estrutura-se as metas, perguntar-se sobre a viabilidade e destrinchar em pequenos passos pode auxiliar a torná-la possível.
Alguns questionamentos que podem ajudar seriam: é compatível com minha rotina? Em quanto tempo seria viável atingir tal meta? Seria possível estabelecer um prazo? Qual seria o menor passo que consigo dar agora em direção a ela?
É importante lembrar que cada pessoa tem seu próprio tempo e realidade para atingir determinadas metas.
Aproveitar o processo e reconhecer nossos limites também é fundamental.

