Como lidar com o fim de um relacionamento?

Quando iniciamos uma relação, criamos muitas expectativas em relação ao parceiro, fazemos planos, projetamos ideais, desejos e sonhos.

O início de uma relação, é um momento de descobertas, de conquistas, paixão intensa e um grande desejo de conquistar e atender as demandas do outro.

Com o tempo, vamos nos acostumando com a presença do outro, nos incomodando com aspectos antes não percebidos e cobrando certos pontos em que o outro deixa a desejar, ou que a mim falta.

Nesse momento, quando o primeiro encanto acaba, nos deparamos muito vezes com a realidade e entramos em confronto com o outro ideal (o que eu gostaria que ele fosse, o que eu projetei nele) X outro real (o que ele realmente é e me apresenta).

Costumo dizer, que não ficamos com alguém mediante o tanto que amamos/gostamos dele, mas mediante os defeitos que conseguimos suportar. Por que defeitos, todos nós temos, a perfeição é ilusória, tanto a minha quanto a do outro; por isso, ficamos ao lado, no final das contas, daquela pessoa conseguimos conviver e suportar os defeitos.

Mas talvez, chegue uma hora que a falhas do outro sobressaem ao amor, e por mais que você queira e tente ficar com a pessoa, ela já não atende as mínimas demandas/expectativas que você necessita, aquele “sapato” não te serve mais e passa a te machucar. Muitos dizem: “não crie expectativas”, mas quando vemos, já estamos lá criando elas.

Mas temos que tomar muito cuidado, porque a expectativa as vezes nos cega. E lembre-se: não é culpa do outro a sua projeção (mecanismo no qual os atributos/desejos da pessoa, são atribuídos a outra pessoa), você é responsável por ela.

Quando chegamos ao fim de uma relação, seja você que tenha rompido ou o seu parceiro, passamos pelo momento do luto. Luto do objeto amado, dos sonhos criados, das idealizações projetadas, da rotina do casal, da história que tiveram, da convivência, etc.

É muita coisa para elaborar, digerir e superar. Por isso, não devemos ter pressa, não tem receita e muito menos um passo a passo que faça você esquecer ou superar o fim. A caminhada e o processo é seu, singular, no seu tempo. Se respeite, se permita viver o luto, a dor do término.

Não tenha pressa de encontrar outra pessoa para sanar essa dor, suprir esse buraco que ficou. É preciso cicatrizar a ferida, ou então você pode sangrar em cima de quem não te feriu. Aproveita esse momento para refletir, para investir em você, se cuidar e se perceber.

Não fique produzindo mais sofrimento querendo saber onde ele está, se já está com alguém, se já te esqueceu ou ainda pensa em você, olhando as redes sociais, vendo se ele está online, investigando com os amigos dele sobre a vida dele, etc. Para que isso? Para que se machucar mais?

Invista seu tempo em você! Vai praticar uma atividade nova, começar um curso, tirar do papel aquele sonho ou planejamento, sair com as amigas, passar mais tempo com você, aprender a ficar sozinha. Com o tempo a dor vai ir cessando, as memórias não vão doer mais e você não sentirá mais a necessidade de estar com ele ou com outra pessoa, pois você vai estar preenchida de si mesma. Nesse momento, encontrar um novo parceiro será uma escolha, um desejo e não mais uma necessidade.

Não podemos mudar as pessoas, as histórias vividas, mas podemos gerenciar as nossas vidas. Muitas vezes, não é o amor que nos faz insistir na pessoa, mas a falta, o buraco que ela deixa. E esse vazio você pode preencher consigo mesma. Se permita ser feliz de novo.

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