Suicídio – O que é e Como Fazer para Prevenir

Setembro Amarelo – Prevenção do Suicídio

“O suicida não quer morrer, mas sim escapar da situação difícil, da angústia, da dor e do sofrimento.”

Segundo a OMS, Organização Mundial de Saúde, a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo e a cada 3 segundos uma pessoa tenta cometer suicídio.

Nesse mês de setembro em que comemoramos mundialmente o dia de Prevenção do Suicídio, pensamos um pouco sobre esse assunto que é tabu ainda entre as pessoas.

Como profissionais da saúde, nos deparamos com que as doenças mentais estão diretamente ligadas ao suicídio. Os dados demonstram que pessoas que apresentam Transtornos de Humor, (como a depressão e transtorno bipolar por exemplo), Transtornos de Personalidade, Esquizofrenia, uso de drogas e álcool, são as que mais comumente cometem o suicídio. Muitas vezes essas pessoas não são diagnosticadas, mas convivem com a doença mental em silêncio.

Alguns são os fatores de risco para o suicídio, como: tentativas anteriores, abuso sexual, violência doméstica, isolamento social, pensamento rígido, controle afetivo pobre, desemprego e situações de stress permanente, entre outros.
Todas as pessoas têm presente em suas vidas algum desses fatores pelo menos uma vez, mas nem todas as pessoas que estão expostas a eles têm tendências suicidas. É normal que tenhamos pensamentos negativos, de derrota ou desânimo, mas em geral ignoramos esses pensamentos e seguimos adiante.

A pessoa que tem algum fator agravante, muitas vezes não consegue fazer esse movimento e segue com essas ideias, muitas vezes indo para o ato em si.

O que fazer para prevenir e melhorar?

Fatores de proteção são necessários para evitar essa situação. Que são eles? Estratégias que ajudam a evitar esse ato tão extremo.

Manter um Diário de melhora com suas conquistas diárias, mesmo que pequenas; buscar razões para seguir vivendo, sejam pequenos planos, sonhos, coisas que gostaria de fazer ou que faz no seu dia a dia e que são importantes; conversar com alguém, um amigo, familiar, internet ou comunidade, porque falar sobre o que sente ajuda muito; montar um plano de segurança, percebendo quando está entrando no ciclo de pensamentos negativos para poder atuar; ter alguém a quem chamar em caso de emergência; buscar ajuda profissional onde um terapeuta ou psiquiatra pode dar o tratamento adequado conforme a necessidade e o transtorno envolvido.

Todas são medidas a serem tomadas por quem pensa em tirar sua vida, ou mesmo familiares que identificam essa possibilidade, mas que somente podem ser tomadas quando se decide enfrentar esse problema como algo real e não um tabu.

Fontes:
Abrapa
Falco e Ricci Qualidade de Vida

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