Suicídio: um pedido de socorro

O suicídio, tema este tão delicado, vem sendo muito discutido e ganhado destaque entre alguns jovens de todo o mundo em função da série na Netflix “13 Reasons Why” e de um “jogo” denominado Baleia Azul que teve início na Rússia, em 2015. Este “jogo” propõe ao jogador 50 desafios macabros que vão desde a automutilação até o suicídio. Todo o “jogo” é guiado por um mentor que dita as regras, desafios e passos a serem seguidos, solicitando fotos como prova do cumprimento das tarefas. Algumas pessoas que entram nesse “jogo”, muitas vezes, não conseguem desistir ou voltar a atrás devido as ameaças que sofrem dos seus mentores, chamados de “curadores”.

As principais vítimas deste jogo, são adolescentes e jovens que, além de estarem mais suscetíveis a influências de terceiros, passando muitas vezes por um período de depressão e isolamento, costumam passar horas a fio em redes sociais sem a supervisão de adultos.

Entretanto, a grande questão por trás disso tudo não é o jogo, mas sim, como se encontra esse jovem que aceita entrar nesse jogo. Precisamos compreender que o jogo, em si, é uma consequência e não a causa do suicídio, pois nenhum jovem saudável irá se propor a jogar tal jogo. A provável causa se encontra antes disso, se encontro em jovens que sofrem de depressão, baixa autoestima, isolamento e possíveis transtornos mentais que passam, muitas vezes, desapercebidos para as pessoas do seu convívio familiar e social.

De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), quase 100% dos suicídios são consequência de doença mental. Então o suicídio não é fraqueza, não é egoísmo, não é covardia, e sim um pedido de socorro. Por isso, prestem atenção nos sinais que seus filhos, irmãos, colegas, vizinhos, etc. manifestam. Você pode salvar uma vida ou salvar a sua, caso seja você uma pessoa com pensamentos suicidas.

Alguns dos sinais emitidos por pessoas com pensamentos suicidas são: 1 – Frases de alarme. Existe um mito de que pessoas que falam em suicídio só o fazem para chamar a atenção e não pretendem, de fato, terminar com suas vidas. Isso não é necessariamente verdade, então fique atento a repetição de frases como: “não aguento mais”, “eu queria sumir” e “eu quero morrer”. 2 – Mudanças inesperadas de comportamento; 3 – Depressão; 4 – Isolamento, 5 – Manifestar sentimentos de desesperança ou culpabilidade; 6 – Deixar de participar das atividades favoritas; 7 – Mudanças nos hábitos alimentares ou de sono; 8 – Manifestação de condutas autodestrutivas (beber álcool, consumir drogas, automutilação, etc.), entre outros.

A família deve monitorar o uso da internet dos filhos, observar comportamentos estranhos e, sobretudo, conversar e estabelecer um laço de confiança e amizade para que ele se sinta à vontade em compartilhar suas angústias e temores.

Agora se você que está lendo esse texto tem pensamentos suicidas ou planeja um suicídio, ligue para o Centro de Valorização da Vida (CVV) no número 141, de qualquer lugar do Brasil. Também é possível entrar em contato com a organização via internet, a partir de e-mail, chat e Skype 24 horas por dia no site http://www.cvv.org.br/skype.php. Outra forma de procurar ajuda é através do nosso Projeto Sakura que conta com psicólogas especializadas que oferecem atendimento psicológico online.

É imprescindível você procurar ajuda e saber que não está sozinho. Por mais difícil, dolorosa e impossível que pareça a situação, tudo tem uma solução se pensada de forma sensata e com a ajuda de uma pessoa. Não desista de você, juntos podemos vencer isso.

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